pombos também são gente como a gente.
arrulhando, como nossas conversas de pontas soltas.
vão por aí e por cá, procurando pãozinho para bicar
esquecendo-se de que ontem já foi igual.
nas suas penas a mesma brisa, a mesma chuva e na rua a mesma gente
mas mesmo assim, quase sempre diferente.
alguns têm medos, outros não
medo aquele, da vida passar em vão
das coisas boas e ruins que virão
e também, daquele mar de emoção